sexta-feira, 20 de junho de 2014

Pedro Bial comanda o “Na Moral”

Pedro Bial concedeu uma entrevista ao jornal “O Globo”. Na conversa, o apresentador comentou as novidades da terceira temporada de seu programa.  “O ‘Na moral’ vai chegando, e eu fico nervoso, não durmo bem há uma semana pensando no programa. Acordo no meio da noite com alguma ideia. Trazemos isso para um ambiente popular. Precisamos também morder a concorrência, claro. Os programas de debate meio que desapareceram da TV aberta, não sei por quê”, diz.

Questionado, o apresentador comentou sobre as opiniões socialmente aceitáveis e sobre falta de sinceridade: “Essa falsa etiqueta precisa ser quebrada. A virulência dos debates está monopolizada e deformada pelas redes sociais. Quando mostra a cara, todo mundo posa de comportado. Seremos contundentes, buscamos isso. O melhor elogio que eu recebi para o “Na moral” foi da Cláudia Abreu, que participou da edição sobre aborto. Estávamos numa mesa com um ator que eu queria convidar para o programa. E ela argumentou para me ajudar: “O programa é ótimo, porque lá as pessoas falam tudo mesmo”. É isso que perseguimos. Fica bom quando a pessoa não faz uma abordagem intelectual apenas e fala com o coração, quando faz um desabafo sobre o tema. Isso aconteceu quando o Pedro Cardoso participou da discussão sobre privacidade. Falar com raiva também é bom. Raiva não é feio, não. E discordar de alguém não é ofender.”


Bial falou sobre a democracia, o direito de se expressar. “Fui gravar chamadas na rua e você sente todo mundo embriagado pela liberdade que a democracia oferece. É a liberdade de xingar a presidente no estádio. Mas esquecem que difícil é garantir as diferenças, promovê-las, ouvir o que você não quer ouvir, dar voz a quem você detesta”, opina.

Pedro Bial disse ao jornal O Globo que convidaria Rachel Sheherazade para participar de uma edição de seu programa. “Se ela não estivesse em outra emissora, certamente seria convidada para o ‘Na moral’. Ela representa o pensamento de parte significativa dos brasileiros. No ano passado, quando convidei o pastor Silas Malafaia para uma edição, houve resistência da equipe. Mas acho que todos devem ser incluídos no debate, comprometidos com o jogo democrático. Às vezes tenho que engolir em seco, respirar e ouvir coisas com que não concordo. Diagnósticos de Brasil opostos a tudo o que eu penso. E ainda peço à plateia para aplaudir. Muitas e muitas vezes”, declara.

        
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