sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

“Em Família”: trama gera mistério sobre o bebê de Helena e Laerte

Posted by @chrmuller | sexta-feira, fevereiro 14, 2014
Bruna Marquezine e Gabriel Braga Nunes na cena em que Luiza é atropelada (Foto: Reprodução/Globo)

Na troca para a última fase da trama de “Em Família”, na última segunda-feira, Manoel Carlos deixou a dúvida na cabeça dos telespectadores sobre o que teria acontecido com o filho de Helena (Julia Lemmertz) e Laerte (Gabriel Braga Nunes). Muitas pessoas estão pensando que Luiza (Bruna Marquezine) pode ser a filha dos dois, mesmo chamando Virgílio (Humberto Martins) de pai.

O motivo dessa lacuna é fazer a trama esquentar e envolver o público. Em capítulos posteriores, Luiza se envolverá amorosamente com Laerte. O triângulo entre o filho de Selma (Ana Beatriz Nogueira), mãe e filha, teria outro agravante: o incesto. “Esse é um combustível para a novela, um recurso folhetinesco”, afirma Nilson Xavier, especialista em teledramaturgia e autor do Almanaque da Telenovela Brasileira. Ele também diz que o romance entre pai e filha é pesado demais para o estilo Maneco de escrever novelas. “Nem Walcyr Carrasco, que semeou essa dúvida com a Gina (Karolina Kasting) em ‘Amor à Vida’, foi adiante”.

Algo parecido já ocorreu em “Mandala” (1987), contudo a dúvida se Édipo (Felipe Camargo) era mesmo filho de Jocasta (Vera Fisher) se manteve por muito tempo. “A repercussão foi enorme, só se falava nisso”, lembra Xavier. A assessoria de imprensa de Manoel Carlos informa que Luiza é realmente filha de Virgílio, mesmo isso não estando muito claro. Ela o chama de pai, mas Selma (Ana Beatriz Nogueira) também já indicou, de forma venenosa, que pode haver algo por trás. “A [filha] que ela engravidou do Laerte, ela perdeu. Foi o que disse na ocasião, mas muita gente maldosa diz que não, que essa filha que ela tem é a que ela disse que perdeu”, disse a esposa de Itamar (Nelson Basquerville) no capítulo da última terça-feira (11).

Entretanto, a versão muda quando o questionado é o departamento de comunicação da Globo que contradiz a assessoria do autor, afirmando que esse é um dos segredos mais bem guardados da trama. Entretanto, tudo indica que essa história não será encerrada nem mesmo na próxima quarta-feira (19), quando está prevista a exibição de um diálogo em que Helena dirá a Neidinha (Elina de Souza) que perdeu o bebê que esperava assim que chegou ao Rio.

“Tenho pesadelos ultimamente, Leninha. Pesadelo com aquele dia, há 20 anos, em que entrei de inocente naquela van que me desgraçou a vida”, comenta Neidinha, referindo ao estupro na van. “Me marcou muito também. No mesmo dia, lembra? No mesmo dia, eu passei mal e perdi o bebê que eu estava esperando do Laerte”, vai dizer Helena.

Pode ser que essas sejam pistas de assuntos que estejam reservados para serem melhor desenvolvidos no futuro, já que “novela é uma obra aberta”. “Não acredito que Laerte seja pai da Luiza. Um relacionamento amoroso entre pai e filha seria extremamente agressivo. Uma tragédia grega. Chocante. Mas a dúvida, o suspense, certamente vai durar algum tempo”, afirma Letícia Dornelles, que colaborou na novela “Por Amor” (1997), de Manoel Carlos.

        
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